sexta-feira, 22 de julho de 2016

Série de Vídeos: Mestrado Erasmus

Como estou de férias no Brasil, resolvi usar o tempo livre para gravar alguns vídeos sobre a minha experiência deste primeiro ano no Erasmus e, principalmente, a seleção. Para isso, perguntei no grupo do Facebook quais eram as principais dúvidas (foram muitas!). Assim, dividi em 3 vídeos:

Inscrição, documentos e a bolsa (valores, etc):


Distribuição de bolsas, reprovações e algumas outras dúvidas:

Ps: As minhas caras são as melhores (sim, eu sei que dá para personalizar). 

A minha experiência:

Eu pessoalmente acho o vídeo 3 o mais interessante, pois os outros são informações bem básica que você consegue pesquisando um pouquinho. Já o terceiro é de fato a minha experiência com o processo e as minhas dicas para quem vai tentar (a curto e longo prazo). 

Como prometido, e como perguntaram, seguem as minhas notas:
  • TOEFL iBT (ano 1): 117 - Posts sobre aqui
  • IELTS (ano 2): 8.0 - Posts sobre aqui
  • GRE (post sobre aqui):
    • Verbal: 156
    • Quanti: 162
    • Writing: 5.0
Sobre o Europubhealth (meu curso): post sobre aqui 

Sobre o CV, não achei e não sei colocar no blog mas... dá para ter uma noção geral pelo meu LinkedIn (meio desatualizado).

Espero que essas dicas/informações ajudem, mas se tiverem mais dúvidas é só falar (ou se quiserem um vídeo sobre algum tópico específico). :)

Ps: Link para os programas de mestrado oferecidos na mesma modalidade que a minha.



sábado, 4 de junho de 2016

Indo para a preWHA / WHA [Vídeo 1]


Vou tentar postar, na medida do possível, alguns vídeos que eu gravei durante a preWHA e a WHA. Este primeiro é um pouco do processo pré-preWHA e um pequeno tour por Genebra. Nos próximos posts falarei um pouco mais de como ir à WHA e neste o foco será a preWHA.

WHA (World Health Assembly), é a o evento a assembléia geral da OMS (Organização Mundial da Saúde). Lá, 194 países discutem diversos tópicos relacionados à saúde, aprovam resoluções, encaminham procedimentos, etc. O evento ocorre todo ano em Maio, em Genebra na Suiça. Saiba mais aqui.

Destino: Genebra
Todo ano, desde 2013, a IFMSA (International Federation of Medical Students Associations) organiza um evento preparatório para a WHA e, a cada ano, mais e mais estudantes de outros cursos participam. O nome oficial é Youth PreWHA Workshop on Global Health Diplomacy and Global Health Governance e os temas em pauta variam ano a ano de acordo com os temas em pauta na WHA e os temas de interesse da IFMSA.

Este ano foram:
  • Nutrition and Non-Communicable Diseases (NCDs)
  • Sexual and Reproductive Health Rights (SRHR)
  • Universal Health Coverage (UHC)
  • Substandard, Spurious, Falsely-labelled, Falsified and Counterfeit (SSFFC) medical products
Nos próximos videos tentarei falar um pouco mais sobre o que acontece de fato durante a preWHA e passar um pouco da essência do evento. Caso não consiga, confie em mim, vale a pena! 

Para se inscrever, é preciso esperar um call, mas quem estiver curioso pode ver o call de 2016 aqui. 

O evento este ano custou 270 euros, o que cobre os custos de acomodação, alimentação, materiais e afins. Considerando que são 4 noites, em Genebra (importante!), não é caro. Imaginem, só de acomodação seria cerca de 140 CHF (35 CHF x 4 noites), e uma refeição de verdade em Genebra não sai por menos de 10-15 CHF o que daria no mínimo 80 CHF. Só ai já foram 220 CHF com as refeições mais baratas de Genebra. Isso sem contar os custos com palestrantes e afins... 

Fiquem ai com um pequeno vídeo da jornada até Genebra e nosso primeiro dia lá. 


sábado, 9 de abril de 2016

Tirando o visto francês estando no Reino Unido [Getting a french visa while in the UK]

Essa semana, a última das minhas "férias" decidi tirar meu visto francês. Na segunda-feira tivemos uma reunião com os responsáveis pela universidade na França e já na terça-feira decidi tirar o visto. Antes eu havia decidido por tirar o visto apenas no Brasil mas com as Olimpíadas na mesma época, sabe-se lá como as coisas estarão, achei melhor tirar aqui. 

Uma outra grande diferença é que tirando o visto aqui eu não precisei passar pelo processo do Campus France e pude tirar o visto direto. Se você está tirando o visto francês (para estudantes) do Brasil, achei alguns vídeos no Youtube que podem ajudar: 
Pelo visto, o processo é um pouco mais complicado quando envolve o Campus France, mas como eu não tirei o visto dessa forma não sei dizer como é de fato. Bom, vamos falar então de como tirar o visto estando na Inglaterra (morando, não pode tirar se você for turista aqui apenas). 

1. Se cadastrar no site do TLScontact. O processo é simples, não tem mistério nenhum. 

2. Preencher o formulário online. Eles pedem dados básicos: 
  • Tipo de visto requerido, nome, dados do seu passaporte. 
  • Dados da universidade que você estuda na Inglaterra (ou do seu empregador, etc), dados do seu visto para morar na Inglaterra (ou do BRP para alguns) e seu endereço aqui. 
  • Dados da sua universidade (ou equivalente) na França.
  • Dados financeiros. 
Não demorei mais que 30min preenchendo o formulário, mesmo conferindo inúmeras vezes.

3. Validar seu formulário.

4. Marcar o dia e horário para tirar o visto. No meu caso, eu preenchi tudo na terça-feira e consegui um horário já para quinta-feira 08:30. Eles manda um email com a confirmação do seu horário (você deve imprimir) e um mapa para chegar ao local (é bem fácil).

5. Juntar todos os documentos necessários. No meu caso foram (lista completa aqui):
  • Duas fotos 3,5cm x 4,5cm com fundo branco. tiradas a menos de 3 meses.
  • Dois formulários "long stay visa application form" preenchidos. É praticamente o mesmo que o formulário online. Ps: Se você errar, preencha outro (ou eles farão você fazer isso lá na hora). 
  • OFII form preenchido. É o formulário que será carimbado e que você terá que entregar às autoridades francesas (não sei bem ainda como funciona) quando chegar na França. O formulário é em francês mas é super fácil de preencher, sendo possível encontrar "tutoriais" online (eu usei este).
  • Passaporte atual (original e cópia). 
  • Passaportes antigos (original apenas).
  • BRP ou, no caso de brasileiros, uma cópia da sua página de visto no passaporte (original e cópia).
  • Comprovação das atividades na Inglaterra (original e cópia). No meu caso foi um documento da universidade dizendo o curso que estava matriculada e alguns detalhes do curso. 
  • Comprovação de que você tem como se manter na França (original e cópia). No meu caso foram os documentos da minha bolsa Erasmus. Chegando lá eles me pediram extratos bancários e disseram que eu poderia levar mais tarde, no entanto a moça foi verificar e viu que na verdade não era necessário no meu caso. Na dúvida, leve! 
  • Registro na universidade francesa com dados do curso (original e cópia).
  • Diploma (original e cópia). 
  • Cover letter explicando seu projeto. No meu caso, eu não fazia idéia do que escrever pois não tenho um projeto, então expliquei um pouco sobre o programa que estava participando. A moça no TLS aceitou e não disse nada, então imagino que esteja ok.
  • Comprovação de acomodação na França pelos primeiros 3 meses (original e cópia). Este foi o meu maior problema pois não tenho ainda onde morar na França! No entanto, como ficaremos na universidade durante o integration module do nosso programa, a coordenadora do programa escreveu uma carta dizendo que eu moraria na universidade. Apesar de não ter um endereço certo, a moça do TLS disse que acredita que esta carta seja o suficience. Ela também disse que geralmente, se houver problemas, para o meu tipo de visto eles entram em contato com a pessoa exigindo documentos adicionais e não negam de cara. 
6. Comparecer ao seu appointment. No vídeo ao final deste post eu mostro um pouco do meu dia, como foi e algumas dicas. O processo no geral é:
  • Chegar lá e ficar na fila.
  • Passar pela segurança (raio X etc).
  • Ficar na fila.
  • Entregar seus documentos no primeiro balcão que então irá te encaminhar ao atendendo adequado.
  • Esperar.
  • Ser chamado por um atendente e entregar todos os seus documentos (eles verificam tudo na hora e se tiver algum problema eles avisam).
  • Esperar na fila.
  • Pagar (ps: estudantes Erasmus não pagam visa fee!).
  • Esperar na fila.
  • Cadastrar as impressões digitais.
  • Done!
7. Esperar seu lindo visto (ou não né?)!

Ainda não tenho meu visto, mas eu atualizo o post dizendo o que aconteceu assim que souber.

----  English now! ----

This week, the last of my "break", I decided to apply for my French visa. On Monday we had a meeting with those responsible for the university/program in France and already on Tuesday I decided to apply. Before I had decided to apply only in Brazil but with the Olympics at the same time, who knows how things are, I thought I'd get that done here and be over with it. 

Another big difference is that applying for the visa here I did not have to go through the Campus France process. I am not sure if this is the same for every nationality so please do double check for your specific case (the same goes for anything else written here).

Apparently, the process is a little more complicated when it involves Campus France, but as I did not apply this way I can't say how or how much. Well, let's talk then of how to get the visa being in England (living, you can't apply if you are here as a tourist).

1. Register at the TLScontact website. The process is simple, no mystery.

2. Fill in the online form. They ask some basic questions:
  • Type of visa required, name, your passport information.
  • British university information (or your employer, etc.), your visa information that allows you to live live in the UK (or BRP for some) and your address here.
  • Information from your university (or equivalent) in France.
  • Financial information.
It did not take me more than 30 minutes to fill out the form, even after checking 5.000 times for mistakes.

3. Validate your form.

4. Select the day and time to apply. In my case, I filled all the forms on Tuesday and got an appointment for Thursday 08:30. They send an email with confirmation of your time (you must print) and a map to reach the site (it's easy).

5. Collect all the necessary documents. In my case were (full list here):
  • Two 3.5cm x 4.5cm photos with a white background. taken within the last 3 months.
  • Two forms "long stay visa application form" filled. It is practically the same as the online form. Ps: If you make a mistake, fill out a new form (or they will make you do it there during your appointment).
  • OFII form filled. It is the form that will be stamped and you will have to hand over to the French authorities (I do not know yet how it works) when you arrive in France. The form is in French but it's super easy to fill, and you can find "tutorials" online (I used this one).
  • Current passport (original and copy).
  • Old passports (original only).
  • BRP or, in the case of Brazilians (and a few other nationalities), a copy of your visa page on your passport (original and copy).
  • Proof of activities in the UK (original and copy). In my case it was a document from the university saying the course was enrolled and some details of the course. 
    • For EPH people: Get it at CiCS. 
  • Proof that you have anough funds to support yourself in France (original and copy). In my case these were my Erasmus documents. Once there they asked me bank statements and said I could bring later, however the lady double-checked and saw that it was not really necessary in my case. In doubt, take the bank statements!
  • Registration in the French university with course data (original and copy). 
    • For EPH people: The letter we got from Marion.
  • Diploma (original and copy).
  • Cover letter explaining your project. In my case, I had no idea what to write because I do not have a project, then I explained a little about the program that was I participating in. She accepted it and not say a word, so I guess it is ok.
  • Evidence of accommodation in France for the first three months (original and copy). This was my biggest problem because I still have no place to live in France! However, as we would be at the university during the integration module of our program, the coordinator of the program wrote a letter saying that I would be living at the university. Despite not having a specific address, the TLS lady said she believes this letter is the enough. She also said that generally, if there are problems, for my type of visa they contact the applicant requiring additional documents and do not deny straight away.
6. Go to your appointment. In the video the end of this post I show a little about my day and share some tips. The overal process is:
  • Go out there and stand in line.
  • Go through security (x-ray etc).
  • Queuing.
  • Deliver your documents at the first counter which will then refer you to the appropriate attendant.
  • Wait.
  • Get called by an attendant and deliver all your documents (they check them and if you have a problem they let you know).
  • Queuing again.
  • Pay (ps: Erasmus students do not pay visa fee!).
  • Queuing.
  • Registering fingerprints.
  • Done!
7. Wait for your lovely visa (or not right?)!

I do not have my visa yet, but I update the post saying what happened once I know.



segunda-feira, 7 de março de 2016

A vida de um estudante [EPH] em vídeo

Estes dias temos gravados alguns vídeos para mostrar como é o dia-a-dia de um estudante de mestrado no programa Europubhealth. Os vídeos estão em inglês mas possuem legenda em português para os que tiverem interesse. 



domingo, 17 de janeiro de 2016

Como é entregar um trabalho numa universidade inglesa?

Você deve estar ai pensando, mas como assim, não é só entregar o trabalho no dia da aula e pronto? Não, não mesmo. Nem perto disso. Aqui na University of Sheffield existe um sistema online chamado Turnitin (acredito que existe para diversas universidades, mas não sei ao certo quais).


O que acontece? Bom, algum tempo antes de entregar o trabalho, você pode usar o sistema para verificar se tudo está ok em termos de plágio. No sistema online da universidade você faz o upload do seu arquivo e o Turnitin te devolve com uma análise. 

O sistema de "draft" (este das imagens) é praticamente igual ao sistema original. A maior diferença é que neste caso é possível fazer diversos uploads (um por vez) para que seu trabalho seja analisado. No sistema "final", você apenas faz o upload da versão final do trabalho e pronto. 

Como podem ver acima, o primeiro passo é colocar o título do trabalho. No meu caso coloquei Draft 3, pois era a terceira vez que estava analisando meu documento. No caso da submissão oficial este título seria o seu número de registro na universidade. Nada, nada, na universidade vai com o seu nome (a parte em cinza fica registrada no sistema apenas, não aparece para o professor). Isso é feito para evitar qualquer viés que o professor/corretor possa ter em relação à alunos específicos, por exemplo. 

O segundo passo é verificar que todos os dados estão corretos para a submissão. Isto é: autor, o título do trabalho, o título do documento (vai que você anexou o documento errado), o número de páginas/palavras/caracteres. Além disso, você tem um preview do trabalho para que possa verificar, pela enésima vez, que é o arquivo correto. Para o draft isso não é tão importante mas para a submissão final, é muito. 

No caso dos drafts, a primeira vez que você submete, o sistema responde em cerca de 5 minutos com a análise de similaridade (veja ao lado). O ideal é que o trabalho fique com até de 20% de similaridade mas isso varia muito pois, por exemplo, quem usa trechos de textos com as devidas referências terá uma % alta. O importante é colocar referências para tudo que estiver no texto. 

Isso é extremamente importante na Inglaterra! Plágio é algo muito, muito, muito sério aqui e temos uma palestra obrigatória de 1h na primeira semana de aula sobre o que é plágio, como evitar e o que acontece com quem o faz (não é coisa boa mas varia de caso a caso - o pior caso é ser expulso da universidade). 

Pois bem, o relatório é apresentado como na imagem abaixo. As passagens iguais são marcadas com cores específicas e aparecem ao lado com a devida fonte. Como, por exemplo, todos os trabalhos da universidade apresentam esta capa, logicamente será considerado uma cópia. É por estas e outras que uma porcentagem de similaridade é aceitável. 



 Finalmente, a cada submissão um relatório é gerado e enviado por email. É importante guardar cada email pois eles servem como prova de que você entregou o trabalho. 



 No geral, é um sistema que eu considero muito inteligente. Para quem vem estudar aqui, é bom que se acostumem não só com o sistema online mas com todas as regrinhas e, principalmente, a lidar com estas questões de plágio/afim. No Brasil quase nunca tive que fazer trabalhos escritos mas as vezes em que tive, era um sistema normal que consistia em imprimir e entregar, só. 

É isso ai, agora, de volta aos trabalhos!





sábado, 9 de janeiro de 2016

Visitando um Campo de Concentração

Não sei se já comentei em algum momento mas estou em Praga e resolvi passar aqui vários dias (pretendo fazer um post explicando tudo que fiz durante estes dias aqui). Tendo bastante tempo para explorar, pude participar de programas não tão típicos (ao menos não para os turistas "normais" que passam 2-3 dias em Praga) e um deles foi a visita ao campo de concentração Terezín.

Lá vai um pouquinho de história... A fortaleza foi construída no século 18 e antes da Segunda Guerra, serviu múltiplas funções. A função de "campo de concentração" foi instituída em Outubro de 1941 mas não era um campo como os que conhecemos das histórias (tipo Auschwitz), era um campo que fazia parte da chamada "final solution" (Janeiro 1942). Qual era o plano? Aqui vai o meu entendimento e do que li: 1o) Isolar os judeus da população; 2o) Concentrar os judeus (aqui entra Terezín); 3o) Extermínio (aqui entra Auschwitz). 

Isto é, o campo de Terezín é o que chamam de campo de transição. Muitas pessoas eram levadas para lá e lá ficariam até serem enviadas aos campos de concentração como Auschwitz. Quem ia e quem ficava? Aparentemente, quem era de alguma forma útil, ficava. As primeiras pessoas chegaram em Terezín em Outubro de 1941, em Fevereiro de 1942 a população original da cidade foi expulsa e em Setembro de 1942 houve a primeira leva de pessoas para os campos do Oeste (em Outubro do mesmo ano, para Auschwitz). 

A situação ficava mais complicada a cada dia com novas regras, mais pessoas e menos comida. A população original era de 7,000 e no auge chegou a ter cerca de 50,000 pessoas (no mesmo espaço)! Em Dezembro de 1943 fica instituído o processo de "embelezamento" (beautification) pois havia pressão para uma visita da Cruz Vermelha. O processo ocorre durante a primavera e no dia 23 de Junho 1944 ocorre a visita. O cenário e o processo foi calculado até os minutos, passando uma imagem de que Terezín era um lugar maravilhoso, afinal, este era o campo de concentração propaganda. Tudo foi tão bem feito que a Cruz Vermelha aprovou o campo e a visita a Auschwitz foi cancelada (lá também havia já um "cenário planejado", caso houvesse a visita). 

Após a visita, já em Setembro de 1944, começa uma série de transporte das pessoas aos outros campos de concentração e liquidação das cinzas daqueles que haviam morrido em Terezín (geralmente, pelas péssimas condições de higiene e falta de alimento). Em Fevereiro de 1945 começa a construção de uma câmara de gás em Terezín e subsequente destruição de todos os arquivos que poderiam indicar tudo que ocorreu no local.

Em Maio de 1945 os nazistas deixam Terezín mas o terror não acaba ai. Muitos chegavam de outros campos de concentração, em péssimas condições, e com eles traziam tifo. Foi com a ajuda do Exército Vermelho e da Cruz Vermelha que a epidemia foi então controlada e ocorre a repatriação de muitos. Em Outubro, os moradores originais retornam a Terezín. 

Ps: Não estudei história nem nada do gênero, as informações são baseadas no que o guia disse e no livro "The Terezín Ghetto". 

Como foi a visita... Encontramos o guia no Staroměstské náměstí e seguimos em direção a estação de trem (local). De lá, pegamos o trem até o ponto de Terezín, no mesmo caminho que seria feito e pelos mesmos trilhos da época da Segunda Guerra (quer dizer, acredito que os trilhos em si são um pouco mais novos né?). Um ponto crucial do guia (um ótimo guia, btw) era mostrar a diferença entre o que era Terezín para os judeus e o que eles mostravam ser para o mundo (a propaganda). 

Existem poucas coisas originais em Terezín pois hoje em dia o local funciona como uma cidade normal, com moradores e tudo. Ao mesmo tempo, tudo parece muito com os desenhos (clandestinos) que restaram. Original mesmo só o crematório e por ele é possível ver como tudo era "frio e calculista". O local conta também com museus com diversas exibições interessantes sobre a vida na época, baseado nas pinturas e nos relatos daqueles que sobreviveram. É possível visualizar bem a vida na época e pensar que, se este era o "campo bom de estar", imagina em campos como Auschwitz. 

A visita com certeza vale a pena e ter passado estes dias a mais em Praga certamente compensou. Para quem visitar, comprem o livro "The Terezín Ghetto" por Ludmila Chládkova. É baratinho e curto, mas dá uma geral na história e nas condições da época. 

Empresa: Sandemans New Europe. Recomendo muito! Também participei do free tour com eles pela cidade, também ótimo. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

50 lugares que eu gostaria de visitar na minha vida / 50 places that I would like to visit in my life

Uma das minhas metas do "101 Coisas em 1001 Dias" é fazer uma lista de 50 lugares que eu gostaria de visitar na minha minha (vou considerar, por motivos óbvios, lugares que eu nunca fui). Vou marcar em azul os que for "conquistando". Então lá vai...
  1. África do Sul / South Africa
  2. Alemanha / Germany
    1. Berlin
  3. Antártida / Antarctica
  4. Argentina
    1. Patagônia / Patagonia
  5. Australia
    1. Sydney
    2. Melbourne
    3. Grande Barreira de Coral / Great Barrier Reef
    4. Tasmânia / Tasmania
  6. Austria
    1. Salzburg
  7. Bahamas
  8. Butão / Bhutan
  9. Botswana
  10. Brasil / Brazil
    1. Fernando de Noronha
    2. Pantanal
  11. Canadá / Canada
    1. Toronto
    2. Ottawa
    3. Montreal
    4. Quebec
  12. China
    1. Lhasa 
    2. Beijing
    3. Hong Kong (?)
    4. Muralha da China / Great Wall of China
  13. Croácia / Croatia
    1. Dubrovnik
    2. Plitvice Lakes National Park
  14. Cuba
  15. Egito / Egypt
    1. Luxor
    2. Cairo
    3. Giza
  16. Emirados Árabes / UAE
    1. Dubai
    2. Abu Dhabi
  17. Escócia / Scotland
    1. Inverness
    2. Eilean Donan Castle
    3. Fairy Pools at the Top, Isle of Skye, Scotland
  18. EUA / USA
    1. Las Vegas
    2. Grand Canyon
    3. Alaska
    4. Yellowstone
  19. Finlândia / Finland
    1. Helsínquia / Helsinki
    2. Lapônia / Lapland
  20. França / France
    1. The Gardens at Marqueyssac
    2. Palace of Versailles
  21. Grécia / Greece
    1. Santorini
  22. Hungria / Hungary
    1. Budapeste / Budapest
  23. Ilha de Páscoa / Easter Island
  24. Ilhas Galápagos / Galapagos Islands
  25. Irã / Iran
  26. Irlanda / Ireland
    1. Dublin
  27. Islândia / Iceland
    1. Fjaðrárgljúfur Canyon
    2. Skaftafell Ice Cave
    3. Elephant Rock
  28. Itália / Italy
    1. Veneza / Venice
    2. Florença / Florence
    3. Roma
  29. Japão / Japan
    1. Kyoto
    2. Tokyo
    3. Fuji Park
  30. Jerusalem, Israel
  31. Lituânia / Lithuania 
  32. Maldivas / Maldives
  33. Marrocos / Morocco
    1. Marraquexe / Marrakech
  34. México / Mexico
    1. Chicen Itza
  35. Moçambique / Mozambique
  36. Noruega / Norway
    1. Tromso
  37. Nova Zelândia / New Zealand
  38. Peru
    1. Cusco
    2. Lima
    3. Machu Picchu
  39. Petra, Jordânia / Petra, Jordan
  40. Quênia / Kenya
    1. Nairobi
    2. Masai Mara
  41. República Tcheca / Czech Republic
    1. Praga / Prague
  42. Romênia / Romania
    1. Bucareste / Bucarest
    2. Transilvânia / Transylvania
  43. Rússia / Russia
    1. Moscou / Moscow
    2. São Petersburgo / Saint Petersburg
    3. Trans-Siberian
  44. Singapura / Singapore
  45. Suécia / Sweden
    1. Estocolmo / Stockholm
  46. Tanzânia / Tanzania
    1. Zanzibar
    2. Serengeti National Park
  47. Turquia / Turkey
    1. Capadócia / Cappadocia
    2. Natural Rock Pools Pamukkale
  48. Uzbequistão /, Uzbekistan
    1. Samarcanda / Samarkand 
  49. Vaticano / Vatican City 
  50. Zimbabwe
    1. Victoria Falls

O (quase) fim de semestre e a vida em Sheffield

O (quase) fim de semestre

Depois de deixar o blog de lado um pouco, volto para contar como foi este semestre. Tudo bem, o semestre ainda não acabou pois o sistema aqui é um pouco "estranho", é um sentimento estranho de que acabou mas não acabou. O que acontece é que na verdade as minhas aulas acabaram nesta sexta-feira (18), mas as provas ocorrem entre 18 de Janeiro e 6 de Fevereiro. 

No meu caso, terei provas nos dias 1 e 2 de Fevereiro e trabalhos (papers) a entregar no dia 18 de Janeiro (online). Até o momento tive apenas uma prova, um midterm, e o esquema é parecido com o do Canadá para final exams e o mais próximo no Brasil acredito que seja o vestibular. Você não pode entrar com nada na sala, a calculadora tem que ter o selo da universidade (dizendo que é um modelo autorizado), etc etc. Fora isso, também tive uma apresentação de trabalho em grupo mas foi bem tranquilo, a única diferença grande que vi é que as apresentações tem horário marcado e apenas os avaliadores podiam ver as apresentações (isto é, os outros alunos não participam). 

Neste meio tempo a temperatura foi abaixando... e até chegou a nevar. Logo depois as coisas voltaram ao "normal" e agora o clima está até agradável (para padrões Inglaterra). Também tive a oportunidade de ver a instalação do novo chancellor (como se fosse o reitor) da universidade, a primeira vez que University of Sheffield tem uma mulher neste cargo. É um evento super tradicional que conta com a presença do prefeito, dos nobres de Sheffield (isso mesmo) e vários rituais específicos para a ocasião. Foi bem interessante.

A vida em Sheffield

Fora da universidade, a vida também acontece e eu não contei quase nada aqui. Chegando em Sheffield as pessoas do meu curso se apegaram bastante. Contei um pouco das nossas atividades neste post. Logo em Outubro fomos ao Peak District, uma região muito bonita aqui onde moramos. Existem muitas trilhas possíveis e só fizemos uma delas (com direito a picnic no meio do caminho) então quando esquentar novamente... o plano é voltar ao Peak District.
Em Outubro começou também a temporada de pub quizzes (minha, claro). O primeiro foi o Friends TV Quiz Night e fomos muito mal, não estava nada preparada e meu time também não. Já o segundo... Frozen Quiz no começo de Dezembro. Acho que teoricamente seria para crianças mas lá fomos nós, tendo estudado e tudo. O time: Rael, Antonio, Akash, eu. Não é que ganhamos? O prêmio foi um daqueles bonecos de papelão da Ana & Elsa e outro do Olaf. Claro, o Olaf é meu preferido e todos ficam lindos na nossa sala de estar (só o Rael não mora conosco).

Empolgados, no final de semana seguinte resolvemos participar do Big Fat Quiz of the Year! O prêmio: uma TV 48" 4K Ultra HD. Todos falaram "Nunca vamos ganhar!" mas consegui convencer todos a participar pois na pior das hipóteses seria divertido certo? O time: Rael, Antonio, Akash, Rudy, James, eu. Pois bem, não é que ganhamos? Sim, a linda TV agora enfeita a nossa sala de estar, junto com o Olaf.

Ok, voltando para Outubro. O semestre continuou com muitos encontros entre o pessoal do curso, aniversários (inclusive o meu), filmes na universidade, palestras, reuniões, etc. Alias, tivemos até um tour por Sheffield conhecendo o jardim botânico, parques, etc. Em Novembro começou a temporada de "eventos especiais". O primeiro deles foi Diwali Night, um dia especial para hindus. Também foi o primeiro dia em que saímos como "casa" (os 6), e acho que o único na verdade. Demorou um pouco (umas 4-6 semanas) mas finalmente passamos a conviver como pessoas que moram juntas. O segundo grande evento foi o UNICEF Match for Children, em Manchester (Old Trafford). No dia anterior houveram os ataques em Paris e muitos jogadores decidiram não participar (alias, quase cancelaram o jogo com medo de um ataque - o príncipe estava lá), como Zinedine Zidane, mas ainda pude ver David Beckham (& filho), Cafú e Ronaldinho. Além disso, o jogo contou com apresentações por Andrea Bocelli e Rita Ora. Uma ótima forma de passar o aniversário não é? Ajudando a UNICEF, vendo um jogo como este e apresentações como estas. Mais sobre a iniciativa do David Beckham aqui.

Continuando. O terceiro evento da série "eventos especiais" foi o Disney on Ice Worlds of Enchantment no final de Novembro. Foi a primeira vez que vi uma apresentação de patinação no gelo e achei incrível. Gostei tanto que deu origem ao quarto evento, Peter Pan on Ice, no começo de Janeiro. Dessa vez tive que ir a York então aproveitei para conhecer a cidade muito bonitinha, murada, e é a tradicional cidade do condado de Yorkshire.

Pois bem, o resto do semestre foi dedicado aos estudos e trabalhos a serem entregues, aos amigos do curso e ao pessoal da casa (ficamos mais próximos na época do meu aniversário, um pouco antes). Agora estamos na nossa época de "falsa-férias" (como já expliquei), aproveitei para passar o Natal com a família (tios, primos e a família do marido da minha prima) e uns tempos em Praga! Acho que a cidade sentiu que eu viria e resolveu nevar, ficando ainda mais bonita (e escorregadia).

Tentei adiantar um pouco os trabalhos e os estudos, mas ainda terei um longo mês pela frente. Por enquanto, vou tentar relaxar e recuperar as energias.

Espero que todos tenham tido um ótimo Natal e que o novo ano traga felicidades!

Ps: Ficou confuso? Tentei resumir um semestre em poucas linhas, complicado né. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Erasmus vs Ciência sem Fronteiras: minha experiência

Agora já se passaram algumas semanas aqui na Inglaterra e achei interessante comparar dois grande programas: Erasmus vs Ciência sem Fronteiras. O post ficou bem grande mas vocês podem pular para as partes que acharem mais interessantes.

Geral: 

Ciência sem Fronteiras: "Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC". 

Erasmus+: "O programa Erasmus+ tem por objetivo reforçar as competências e a empregabilidade, bem como modernizar a educação, a formação e a animação de juventude. O programa, que abrange um período de sete anos, disporá de um orçamento de 14,7 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 40% em relação aos níveis de despesa atuais, em consonância com o compromisso assumido pela UE de investir nesta área".

Ambos possuem programas voltado para alunos de graduação, mestrado e doutorado. Vou tentar comparar aqui os dois, mas lembrando que eu tive bolsa do Ciência sem Fronteiras de graduação (CALDO, Canadá) e do Erasmus de mestrado (Europubhealth).


O dinheiro: Existem diferenças significativas e importantes entre os dois, pela minha experiência. 

Ciência sem Fronteiras: O primeiro pagamento de bolsa do Ciência sem Fronteiras aconteceu pouco tempo antes da minha viagem para o Canadá. No meu caso, o edital foi um pouco corrido mas sei de outros editais em que as pessoas receberam com uma boa antecedência. Dessa forma, é possível usar o dinheiro para pagar seguro, visto e passagens sem ser um enorme impacto no orçamento (claro, depende muito da situação do seu edital). De qualquer forma, todos (exceto excessões) chegam no seu país de destino já com o dinheiro da bolsa. Um ponto negativo é que a primeira bolsa vem em reais levando à perdas com as conversões. 

Erasmus+: O pagamento da bolsa Erasmus foi realizado somente aqui na Inglaterra, quase 1 mês depois. Isso em partes é devido ao sistema inglês pois só é possível abrir uma conta no banco após estar 100% registrado na universidade (e isso tem um dia certo para acontecer). Após o envio dos dados do banco, o Erasmus demorou cerca de 15 dias para enviar o dinheiro (que demora alguns dias para chegar). O mais surpreendente foi quando enviei um email cobrando o dinheiro (pois tinha que pagar aluguel) e pediram desculpas, dizendo que estava atrasado pois estavam muito ocupados. Eu passar fome tudo bem né (só não passei pois tenho uma família que pode me ajudar)?

Bolsa de graduação:
  • Ciência sem Fronteiras: 870 libras ou 420 libras (com alojamento pago pelo programa) + 400 libras do adicional de localidade
Bolsa de doutorado:
  • Ciência sem Fronteiras: 1300 libras + 400 libras do adicional de localidade + 200 libras acréscimo para dependentes (max 2)
Bolsa de mestrado:
  • Erasmus: 1000 euros (~ 720 libras)
Isto é, a menor bolsa do Ciência sem Fronteiras (graduação) ainda é maior que a bolsa de mestrado do Erasmus+. No meu caso, se eu fosse morar na universidade pagaria cerca de 500 libras por mês e portanto a bolsa seria cerca de 920 libras. No caso do Erasmus também não existe a opção de adicional de localidade, dependentes, nada disso. É 1000 euros e pronto. 

Sendo assim, financeiramente falando a bolsa do Ciência sem Fronteiras é muito melhor que a bolsa Erasmus (ao menos para quem vem para a Inglaterra).

O diploma: Novamente, vou comparar a nível de mestrado. No caso de quem faz um mestrado full pelo CsF (acho que nem tem como mais, mas digamos que tenha), você sairá com um diploma de uma universidade específica. As vantagens são que você aproveita 100% o curso em uma universidade e isso também facilita um pouco a vida, afinal, lidar com burocracias de várias instituições não é nada agradável.

No caso do Erasmus, o aluno sai com pelo menos dois diplomas (pois é obrigatório passar por pelo menos 2 países em um mestrado do Erasmus). No meu caso terei meu diploma da universidade na Inglaterra e um da universidade na França, além de um complemento explicando todo o processo (pois colocar que eu fiz o mesmo curso em duas universidade no meu CV é um pouco estranho). A vantagem é bem óbvia, ter dois diplomas é ótimo e levarei os mesmos dois anos. Mas, como já dito, lidar com a burocracia de duas universidades em dois países não é nada fácil (por exemplo: ambas tem que concordar com a sua aprovação, você tem que apresentar sempre os documentos 2x, etc).

As oportunidades: Este tópico será super específico para o meu caso pois não tenho condições de falar sobre outros cursos. Portanto, vou comparar o meu MPH (Erasmus, chamamos de EPH) com o MPH normal da University of Sheffield (vamos supor que fosse possível cursar ele com uma bolsa do CsF).

Noite Indiana
A primeira grande diferença está na composição da turma/cohort. O meu cohort é composto de alunos internacionais em sua grande maioria (temos apenas 1 inglês e 18 internacionais) e isso traz muitas oportunidades. Nós criamos os "international nights" em que a cada duas semanas temos um jantar feito por um país com comidas e músicas típicas do mesmo. Além disso, pelo fato de todos estarem "no mesmo barco", isso nos deixou muito mais unidos. O cohort do MPH é composto por alunos internacionais e britânicos, acredito que talvez 50/50 (mas isso é um chute). A vantagem neste caso é ter mais contato com os alunos britânicos.

A segunda grande diferença é mesmo nas características do cohort. Por algum motivo, os alunos do EPH (meu caso) dão opiniões, fazem perguntas e interagem muito mais na aula que os alunos do MPH tradicional. Nós discutimos este assunto um dia e acreditamos que seja pela diferença na seleção e também pelo fato de que todos nós (quase) tivemos que mudar de país para estudar, o que já nos torna diferente (não melhor ou pior) dos alunos do MPH. Acredito que seja mesmo uma questão de personalidade.

O apoio que temos da universidade acredito também que seja um pouco diferente. Por exemplo, nosso "course director" (o responsável pelo programa) tem reuniões semanais com o nosso grupo para discutir assuntos diversos, o que não ocorre no MPH traditional. A desvantagem do EPH é que somos um pouco mais perdidos em termos de burocracias que os alunos do MPH pois temos que obedecer as regras da University of Sheffield, da nossa segunda universidade, do nosso programa e do Erasmus (para os alunos do MPH, são as regras da universidade aqui apenas, o que torna tudo muito mais fácil).

Nós estamos cadastrados na matéria "Dissertation" por exigência da universidade aqui, mas não temos que ir pois só faremos a nossa dissertação no segundo ano. No entanto, o Erasmus exige 90% de presença e a Inglaterra idem (sim, eles verificam se você tem ido nas aulas, sob o risco de ser deportado). Ou seja, ainda não sabemos se somos obrigados ou não a ir às aulas da matéria "Dissertation". Para os alunos do MPH, é muito mais claro.

Uma vantagem e desvantagem do Erasmus é a obrigatoriedade de estudar em dois países diferentes. Primeiro, é uma enorme oportunidade conhecer dois países e duas culturas (especialmente no meu caso de saúde pública, conhecer o sistema inglês e francês é uma enorme vantagem). A grande desvantagem é ter que deixar seus amigos e enfrentar toda a burocracia que vem acompanhada da mudança de país (vistos, fechar conta no banco, abrir conta no banco, a mudança em si, etc).

O reconhecimento e a concorrência: O Ciência sem Fronteiras até que já é um programa razoavelmente conhecido em diversas universidades no mundo, mas na competição CsF vs Erasmus não tenho a menor dúvida que o Erasmus ganha de longe. No entanto, muitos não conhecem tanto as possibilidade para não-EU do Erasmus, apesar de conhecer o programa de uma forma geral.

Em contrapartida, a concorrência para uma bolsa Erasmus também é muito maior (considerando o meu caso, que era de uma pós-graduação). Com certeza é algo que depende muito da sua área e do nível (graduação, pós, etc) mas tenho a impressão que na maioria dos casos a concorrência para a bolsa Erasmus será maior.

Ps: Não deixe que isso de concorrência te iniba de concorrer. 

Resumo: Bom, estas foram as coisas que consegui pensar no momento mas podem perguntar nos comentários. Claro, isso é baseado na minha experiência e cada programa terá suas peculiaridades (tenho uma amiga fazendo outro mestrado Erasmus e posso pedir para ela contar sobre o programa dela aqui, se acharem interessante - acreditem, a experiência dela é muito diferente!).

Se não ficou claro, na minha opinião, o CsF seria um programa mais "certo": a bolsa vem antes (e é maior), não tem mudança de país e tem menos burocracias para enfrentar. No caso do Erasmus, as dificuldades enfrentadas são recompensadas pelo duplo diploma e pelo maior reconhecimento do programa a nível internacional (novamente, essa é a minha opinião). Qualquer que seja a sua opção (seja por oportunidade ou por escolha), ambos tem vantagens e desvantagens, e cabe a você decidir o que será melhor para você.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

University of Sheffield - Orientation Week e a Students Union

Hoje faz, oficialmente, 1 mês que estou em Sheffield! Foi um mês bemmm agitado pois além da mudança para um novo país, a University of Sheffield ainda possui milhares de oportunidades e o Erasmus mais outras tantas. 

Cheguei aqui no dia 15 de Setembro, no meio da Orientation Week (14 à 18 de Setembro). Algumas das atividades são tours pela cidade, pelo campus, pelos prédios principais, etc etc. Eles também fazem palestras sobre assuntos "básicos" como bancos no Reino Unido, responsabilidades do visto Tier 4 (leia aqui sobre minha experiência em tirar o visto Tier 4), segurança, e muitas outras. Por fim, a programação também inclui festas, esportes e "icebreakers" para os calouros/bixos conhecerem pessoas novas. Para quem ficou curioso, é possível ver o booklet desde ano aqui. 

Também é um bom momento para comentar (já que ouvi isso umas 500x já) que a universidade aqui possui a melhor associação de estudantes (Sheffield Students Union) tem não sei quantos mil anos (só 7, seguidos) e foi votada número 1 em "Student Experience" no Times Higher Education Student Experience Awards. É só ir no site deles para ver as milhares (sem exagero) de atividades que ocorrem todos os dias na universidade (e lá só ficam as maiores). 


Para ver as atividades possíveis para este semestre, veja o livrinho do "Give it a Go", versão Autumn. Por exemplo: jiu jitsu, defesa pessoal, karate (na verdade, tem tipo... todas os tipos de luta e similares), projetos de DYI, introdução à crochê (isso mesmo), curso de como aplicar cílios postiços, tarô e leitura da palma das mãos, coral, dança do ventre, tango (e outros milhares de tipos de dança), xadrez, adeus às abelhas (sim, você leu certo), feminismo 101, terapia do riso e terapia canina, cursos de culinária (vários), cursos de idiomas curtos (5 semanas, vários) além de várias viagens (Harry Potter, Whitby, York, Oxford, Liverpool, Cambridge, etc). São tantas que ficamos até perdidos na verdade. Imagina, todo dia ter a possibilidade de fazer 5 coisas totalmente diferentes? Se tempo e dinheiro não fossem problemas.

Como se as atividades normais não ocupassem já o dia todo, ainda temos as Sociedades (Societies). São grupos estudantis (na UNESP/Farmácia, chamamos de entidades) com temas diversos, dos mais sérios aos mais "normais". Por exemplo, existe da Tea Society que toda semana se encontra para tomar chás diferentes e existe a Friends of Doctors without Borders que promove atividades educacionais e de arrecadação de fundos para o Médicos sem Fronteiras. Se você não imaginava já, também são milhares de societies diferentes (+300). 

Além disso, uma das minhas atividades preferidas é o cinema na universidade em que eles passam filmes em um anfiteatro por um preço menor que o do cinema normal. Os filmes passam toda sexta, sábado e domingo e a programação pode ser vista aqui. Eles também passam filmes para as societies, tipo documentários e afins. Por fim, possuem um programa de rádio em que falam sobre os filmes. 

Isso tudo ocorre (a maioria) em um prédio sinistro que custou nada menos que 20 milhões de libras (a libra está mais de R$6,00 - pensa!). Nele temos diversos restaurantes, escritórios, áreas para estudo, área para reuniões das sociedades/etc, um pequeno mercado, etc etc.
Resumindo: o prédio é enorme para acompanhar as milhares de coisas que acontecem todos os dias. Mas também, diferente das coisas na UNESP, quase tudo é pago. Se for considerar em libras, as taxas são simbólicas, de 1 libras até umas 7 para cursos mais elaborados tipo os de culinária (você pode levar a comida para casa)... ainda assim, é bem diferente do que estou acostumada. Aqui tudo é pago e é normal, ninguém se importa (bom, eu me importo). Felizmente, algumas sociedades relacionadas com saúde não cobram, ou se cobram, fazem para arrecadar dinheiro para uma causa específica). No entanto, para ser membro da AIESEC cobram 20 libras (simplesmente para querer ser voluntário), ai não dá. 

Bom, esse foi o resumo da primeira semana em Sheffield e do básico sobre a universidade. Ainda pretendo escrever sobre a segunda semana (Intro Week), sobre minha impressões Canadá x UK, bolsa Ciência sem Fronteiras x Erasmus e... não sei mais. Se tiverem sugestões, coloquem nos comentários. 


sábado, 26 de setembro de 2015

Police Registration no Reino Unido

Para os desavisados, todos os brasileiros (todos? acredito que sim) com visto tier 4 devem se registrar na polícia em no máximo 7 dias após sua chegada no país. Na verdade, não só brasileiros, mas estudantes dos seguintes países:
Afghanistan, Algeria, Argentina, Armenia, Azerbaijan, Bahrain, Belarus, Bolivia, Brazil, China (inc. Hong Kong & Macao), Colombia, Cuba, Egypt, Georgia, Iran, Iraq, Israel, Jordan, Kyrgyzstan, Kuwait, Lebanon, Libya, Moldova, Morocco, North Korea, Oman, Palestine, Peru, Qatar, Russia, Saudi Arabia, Sudan, Syria, Tajikistan, Tunisia, Turkey, Turkmenistan, United Arab Emirates, Ukraine, Uzbekistan & Yemen.
Qual o motivo deste registro? Claro, não achei nenhum lugar explicando exatamente por que pessoas destes países precisam se registrar... mas podemos imaginar.

Para registrar é necessário levar os seguintes documentos:

  • Overseas Visitor Registration Form (eu levei impresso, mas na universidade eles tinham cópias em branco para preencher);
  • Passaporte original e visto;
  • BRP (eu não tenho um BRP, talvez no futuro eles implementem para brasileiros);
  • Duas fotos (tamanho passaporte);
  • Seu CAS;
  • E... o valor da registration fee em dinheiro (£34). Tinha que ter uma taxa né?
O que eu não sabia é que nesta época do ano a regra dos 7 dias não é válido e os estudantes podem se registrar diretamente nas universidades nos dias/locais determinados. No caso da University of Sheffield seria no dia 23-25 de Setembro ou 2/5 de Outubro. A vantagem de registrar na universidade é que você recebe lá mesmo o Police Registration Certificate (PRC) e, quem se registra na polícia direto, recebe o PRC pelo correio 30 dias depois. Como eu não sabia da regra de que a regra dos 7 dias não é válida, fui na polícia tentar me registrar antes dos meus 7 dias e eles me orientaram a esperar para fazer o processo todo na universidade. 

O que fazer com o PRC? Deixar ele bonitinho e guardadinho em casa, exceto quando for sair do país. Caso seja parado na rua, temos até 48h para apresentá-lo. Caso você mude de endereço (ou fique fora por mais de 2 meses), mude de universidade ou curso, mude de ocupação, mude de estado civil, tenha um filho, mude de visto ou mude de passaporte, você deve se apresentar na polícia para atualizar seu PRC.

O que acontece se eu não me apresentar ou não notificar a polícia de alguma mudança? A multa é nada mais nada menos do que míseras £5.000 e/ou prisão (6 meses). Veja o Immigration Act 1971, Section 26(1). 

Pois é, você achou que depois de pagar uma fortuna no visto suas despesas acabariam? Engano seu. 


domingo, 20 de setembro de 2015

Tirando o visto Tier 4 - Inglaterra

Depois do enorme drama de tirar o visto da Inglaterra (e do enorme rombo no orçamento), lá vai o passo-a-passo (mas vejam outros online, estou fazendo esse pois o processo mudou recentemente e não achei nenhum atualizado - Agosto/2015). 

Primeiro, para começar seu application, você deve iniciar seu processo aqui. Vá em "Register for an Account" (se for o caso, claro), e siga os passos. O primeiro (e mais trabalhoso) passo será completar sua application. Eles perguntam basicamente sua vida inteira, como: dados pessoais (lógico), histórico de viagens (deve listar todos os vistos que já teve para países do Commonwealth e todos os países que esteve nos últimos 10 anos - com datas e afins), dados dos seus pais, dados da sua universidade (se você está na etapa do seu visto, suponho que já tenha seu CAS), etc etc. A University of Sheffield tem também um vídeo explicando sobre os dados a serem preenchidos, veja se sua universidade também possui pois alguns dados são específicos de cada universidade.

Depois de preencher o formulário gigante, os próximos passos são bem simples: assinar a declaração (que as informações são verdadeiras, etc), marcar o dia/horário/local da sua entrevista (lembre-se que você deve ter todos os documentos com você no momento da entrevista e que seu passaporte ficará retido por uns bons dias), realizar o pagamento do IHS (healthcare surcharge), realizar o pagamento das taxas do visto e pronto. Depois é só imprimir a application e levar os documentos no dia da entrevista. 

Quanto eu devo pagar? O pagamento do IHS depende de quanto tempo você ficará no Reino Unido (ou, no meu caso, quanto tempo o seu visto vai durar). Você deverá colocar os dados para que o site faça o cálculo e não, não adianta colocar menos tempo, eles pedem para você pagar a diferença depois antes de liberar seu visto (algumas pessoas do meu programa tentaram isso). 

As taxas são:
  • Estudante: £ 150,00 por ano
  • Outros:  £ 200,00 por ano
Se sua bolsa é diretamente pelo governo britânico, você não precisa pagar essa taxa (comemore!). Se por acaso seu visto seja recusado, você recupera este valor. 

No caso do pagamento do visto, o valor é fixo. A taxa é de £ 322,00 e no meu caso o valor cobrado foi de US$ 515,00. Também existe a possibilidade de pagar um serviço de urgência, serviço de SMS, taxa para entregar seus documentos pelo correio, entre outros. 

Quais documentos levar? Os documentos dependem um pouco do seu caso, mas no geral:
  • Passaporte válido (e se houver passaporte não válidos a menos de 10 anos, também);
  • Confirmation for Acceptance for Studies (CAS): é o documento emitido pela universidade e você usou ele para preencher aquele formulário gigante;
  • Histórico escolar, comprovação de inglês (IELTS) ou qualquer outro documento descrito no seu CAS como sendo necessário  - ele e uma tradução (de preferência juramentada);
  • Carta de concessão da CAPES, do Erasmus, do seu programa de bolsa ou qualquer coisa do gênero (se for o seu caso);
  • Comprovante de renda conforme as exigências do Reino Unido (se for o seu caso);
  • O formulário gigante;
  • Os comprovantes de agendamento e de pagamento do IHS;
  • Uma foto (conforme as regras).
Todos os documentos em português devem estar acompanhados de traduções e todos os documentos devem estar acompanhados de cópias simples (pois eles podem optar por reter o documento e ai só o original estiver disponível, eles ficam com o original mesmo).

Acho que é só mas se lembrarem de algum documento me falem que eu adiciono. 

Como é no VAC? Eu marquei para entregar os documentos no Rio de Janeiro, por isso não sei como seria em outras cidades. Chegando na sala, você é obrigado a apresentar o comprovante de agendamento e a deixar todos os seus pertences (celular, etc etc). No caso você é autorizado a entrar com seus documentos, caneta e dinheiro (dinheiro sempre pode né!). 

Entrando, o primeiro passo foi apresentar seus documentos no guichê. O VAC não fala NADA sobre seus documentos, eles literalmente só pegam e colocam em um envelope. Você é que deve saber se os documentos estão corretos já que a resposta padrão lá parecia ser "Envie os que achar necessário". Depois fui chamada para coletar as minhas digitais, confirmar os dados e tirar uma foto. No final (algumas pessoas fizeram isso antes da coleta de digitais), passei por uma entrevista via "Skype" (não sei qual programa na verdade). A entrevista foi muito tranquila e o meu entrevistador era de Sheffield (onde moro atualmente), parece que ele achou super legal o fato que eu viria para cá e ainda fez recomendações de bairros para morar. Sai da entrevista super confiante. 

O que acontece depois? Como eu paguei pelo serviço de SMS, logo no mesmo dia recebi uma mensagem dizendo: "The visa application for XXXX was forwarded to UKVI on 8/24/2015."

No dia 31/08/2015 recebi então um email avisando que meus documentos chegaram em Bogotá (sim, tudo vai para Bogotá!) e que seriam avaliados quando houvesse um oficial de vistos disponível. Então, no dia 03/09/2015 recebi outro email avisando que um oficial estava cuidando do meu "caso". No dia seguinte, recebi um email avisando que meu visto havia sido processado e que estava voltando para o Brasil.

Ai começa a paranóia né? Depois de ouvir alguns casos de pessoas com visto negado, a cada dia que passava, mais certeza eu tinha que o meu seria também. Enquanto isso (e com o feriado do dia 7), zero notícias do meu visto. Foi só no dia 09/10/2015 (a noite) que recebi um novo SMS avisando que meu visto estava no Rio de Janeiro. Detalhe, dia 10 era uma quinta-feira e meu vôo era na segunda-feira. Fizemos uma peregrinação até o Rio de Janeiro para tentar pegar o visto (já que o VAC não tem número de telefone disponível) mas ele foi enviado para Juiz de Fora dia 10 cedo (e claro, o site dos correios só atualizou lá para o final da tarde). 

Chegou sábado e meus documentos estavam no correio (e eu ainda sem saber se havia sido aprovado ou não). Felizmente, conseguimos pegar o pacote no sábado mesmo (indo no centro de distribuição) e confirmar meu lindo visto. No total seriam 15 dias úteis pois originalmente chegaria na minha casa na segunda-feira, e o prazo que eles apresentam no site é de 15 dias úteis. Ou seja... se puderem deixar uns 20 dias úteis até a data da sua viagem, pelo menos, será melhor (nem sempre é possível, como foi o meu caso). 

Se quiser saber mais informações sobre o visto e evitar qualquer erro nos documentos, recomendo ler Policy Guidance do Tier 4 (não tudo, claro, mas as partes que achar importante). 

Espero que ajude. Não sei muito sobre o processo mas posso tentar tirar dúvidas se surgirem. Se você também tirou visto recentemente e gostaria de deixar alguma dica, deixe nos comentários que eu tento incorporar no texto. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Acontecimentos no Marriott de Hyderabad


Não tem muito tempo (2-3 semanas), voltei da India do IPSF World Congress (Congresso Mundial da IPSF, para estudantes de farmácia). É a terceira vez que estive no congresso mas a primeira em que tudo aconteceu em um hotel (já que nos anos anteriores ficamos em universidades). Da India, posso falar um pouco melhor depois... o foco agora foram os acontecimentos estranhos no Marriott. 

"De boas intenções o inferno está cheio”

Já começo defendendo o hotel: eu acho que de fato as intenções não eram super ruins em nenhum dos casos (possivelmente o primeiro). Ainda assim, acho que não foram apropriadas.

Caso 1: O dinheiro roubado & as medidas de segurança do hotel

Alguns estudantes no congresso reclamaram de dinheiro desaparecido (totalizando cerca de 500 euros) e, o hotel, bolou uma medida de segurança genial #not. Até hoje não entendi muito bem qual a lógica, ou se tudo de fato aconteceu conforme as explicações, mas vejamos...

O hotel achou prudente revistar os quartos dos participantes anotando, em uma lista misteriosa (que muitos viram mas que o hotel disse que não existe) as coisas de valor em cada quarto. Claro, ninguém estava no quarto durante essas visitas aos quartos ou sequer foram avisados que isso aconteceria. Como ficamos sabendo? Algumas pessoas, ao chegarem em seus quartos ou ao passar por quarto de amigos, viram pessoas do hotel mexendo em malas e gavetas nos quartos. Conversa vai e conversa vem, o hotel explica que era uma medida de segurança.

A explicação: sabendo os itens de valor dos quartos, eles poderiam saber caso acontecesse algo com os mesmo. Agora, alguém me explica a lógica? Digamos, eu deixo 500 euros no quarto um dia, no dia seguinte levo eles comigo e falo que foram roubados. O que o hotel faria? Entre itens sendo listados estavam dinheiro, jóias, cartões de crédito, eletrônicos e afins. 

Quando chamados para darem explicações, o funcionário do hotel não foi exatamente bem recebido pelos participantes do evento (eu não gostaria de ser ele naquele momento). Ele explicou várias vezes o caso, o que convenceu alguns, não convenceu alguns... mas ficou por isso. No fundo, bem no fundinho acho que a intenção até pode ter sido boa, mas eu não fiquei feliz não (especialmente por não entender a lógica do plano deles). 

Caso 2: Agradecimentos pessoais no Facebook

Essa semana, isto é, cerca de 2 semanas após o congresso, recebemos relatos de uma "estratégia de marketing" super pessoal: os funcionários do hotel adicionando participantes do congresso no Facebook e mandando mensagens! As mensagens eram sim tranquilas, do tipo "Espero que tenha gostado da estadia, se voltarem para India podem dizer que eu ajudo...", nada pervertido. 

O problema: apenas 1 menino recebeu mensagem até o momento (dentre inúmeras meninas) e o mais óbvio, como ele nos achou no Facebook? As teorias dizem que eles nos acharam procurando pelos amigos do Facebook dos membros da organização do congresso, ou, pegaram os nomes em algum banco de dados do hotel e adicionaram as pessoas. Se for o primeiro caso, menos mal. Se for o segundo, acho realmente um absurdo que usem nossos dados pessoais. 

Novamente, acho que a intenção é de fato boa (neste caso mais que o anterior), mas eu pessoalmente não me sentiria confortável com esta situação (não aconteceu comigo). 

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No mais, o hotel é mesmo muito bonito e a comida era boa (apesar de ser indiana, e não internacional, deu para sobreviver). Se eu ficaria lá novamente? Provavelmente não. Eu ficaria em um Marriott novamente? Provavelmente sim.

Piscina do Marriott

Agora as fotos profissionais (do Booking.com):







quinta-feira, 9 de julho de 2015

Europubhealth - A seleção

Agora que o processo de seleção está finalizado oficialmente e estou prosseguindo com o processo do visto, acho que é hora de falar um pouco da seleção do Europubhealth (Mestrado em Saúde Pública do programa Erasmus). Quais os documentos necessários? O que é possível adiantar? 

Começando pelos Admission Requirements: 
  • O programa é aberto à alunos de diversos cursos sendo exatas, humanas e biológicas. Como saúde pública é mesmo multidisciplinar, o mestrado também é. A única restrição é ter um diploma equivalente à um bacharelado.
  • Possuir um comprovante de proficiência nos idiomas selecionados para os cursos (explico um pouco melhor depois). As opções são: 
    • Inglês: IELTS (7.0 geral com pelo menos 6.5 em cada banda) ou PTE Academic (65 geral com pelo menos 61 em cada banda). Lembrando que existem restrições a respeito da data de validade dos exames e alguns outros detalhes. Por exemplo, o IELTS precisa ser o academic e, pelo o que ouvi falar, tem um especial para fins de imigração a partir de Novembro de 2015. Eu usei o IELTS apenas na minha seleção pois já havia realizado a prova em Novembro de 2014 (veja os posts clicando aqui). 
    • Francês: DALF (nível B2), TCF (450) ou TEF (585). 
    • Espanhol: DELE no nível intermediário. 
Como só precisei (e só tinha) o teste de inglês, não sei dizer muito sobre os outros. Estes são os requerimentos básicos para se candidatar, mas ainda existem muito outros detalhes. Vamos lá...

Um dos testes possíveis mas não necessário é o GRE (Graduate Record Examination). Não sei até que ponto ajuda mas, assim como o IELTS, havia feito em Novembro de 2014 (veja os posts clicando aqui). 

Além de todos os testes, as seleção também se baseia em 2 aspectos importantes: suas cartas de recomendação e cartas de motivação. Qual o peso de cada? Só eles sabem. 

Sheffield, UK
A respeito das cartas de recomendação não é possível ter tudo pronto até o sistema online abrir, pois elas devem ser anexadas diretamente no site por quem escreve a carta. No caso, você cadastra o email de quem escreverá a carta e eles recebem um link (acredito eu) para anexá-las. No meu caso usei duas cartas consideradas profissionais, mas também é possível enviar cartas acadêmicas como por exemplo de professores. Acredito que nesta etapa o mais importante é selecionar alguém que possa falar bem de você de verdade, e não só uma referência qualquer que você considere importante. 

Sobre as "cartas de motivação", o programa pede duas: motivation & plans e extra information. Não existe informação alguma sobre como devem ser estas cartas mas eu optei por cartas de no máximo uma página para não cansar o leitor. E não, não adianta eu enviar as minhas cartas pois são tão pessoais que a graça toda é que sejam diferentes. Se você fizer uma carta baseada na minha, será só mais do mesmo né? Tenha certeza, mais que absoluta, que não existem erros de gramática/afins. 
 
Outra parte importante do processo é escolher seu mobility track. Para ser elegível a bolsa, é obrigatório escolher cursos em países diferentes para seu primeiro e segundo ano. As opções são: 
Rennes, France
Vou estudar em Sheffield, e de lá vou para o Integration Module em Rennes, na EHESP School of Public Health. Lá todos os alunos do programa passam um tempo antes de seguirem para o segundo ano, o ano das especializações. O mesmo ocorre ao final do segundo ano. 

No mais, o sistema online também exige que você anexe o seu histórico escolar (da universidade), seu diploma e a tradução juramentada dos mesmos. Se sua universidade não fornece estes documentos em inglês, prepare o bolso para uns bons R$ 500,00 a depender do tamanho do seu histórico. 

Após enviar todos os documentos, começa o jogo da espera. No meu caso, o resultado oficial veio no final de Maio. Quaisquer dúvidas, estamos aqui... 


Série de Vídeos: Mestrado Erasmus

Como estou de férias no Brasil, resolvi usar o tempo livre para gravar alguns vídeos sobre a minha experiência deste primeiro ano no Erasmu...